terça-feira, 6 de julho de 2010

À você.

Aos meus vinte e três anos, por vezes paro para pensar. Pensar onde o ardiloso destino resolveu me trazer. E deixar.
Certamente não foram poucas as alegrias e conquistas, assim como tristezas e decepções.
Não ouso fazer uma retrospectiva da minha vida. Poucos se proporiam a ler tal texto.
Hoje escrevo de alguém em especial, e para alguém em especial.
No ano de dois mil e seis, quando minha maior preocupação talvez fosse jogos eletrônicos, diversão com amigos, e essas coisas comuns de adolescentes patéticos.
Me lembro de ter causado uma sem gracisse sem tamanho quando ao passar por ela, a beijei sem dizer uma palavra. Sendo honesto, não me lembro se foi essa a primeira vez que a vi, mas dúvida, tal ato, um tanto inesperado de minha parte, ajudou a nos aproximar, para minha sorte, pois acredito que normalmente uma atitude dessas, teria o efeito contrário. Mas não se trata de uma amizade comum, não se trata, de uma pessoa comum.
Ao longo do tempo, lembro-me das artimanhas que eu engenhosamente arquitetava , afim de fazer parecer natural, o fato de sempre sentarmos próximos, em reuniões ou aulas da igreja, e de como as cartas escritas para mim, com sua letra perfeitamente desenhada, eram lidas e relidas à exaustão.
Não foram poucas,certamente, as tardes de domingo, em que a melancolia se apoderou de meu ainda pouco experimentado coração. Contando os dias para vê-la novamente. Poder abraçar, e conversar com ela por horas, sem pensar em mais nada, exceto no fato de eu estar ali, e também ela. Algo simples, porém raro agora.
Aquele ato impensado, feito por um adolescente com pouco na cabeça, não muito diferente de tantos outros que se vê por aí, mudou a maneira como vejo a vida, as pessoas, e até mesmo algumas coisas, que coisam em minha vida.
O destino a levou para longe, da mesma maneira que a trouxe. Mas as lições ficam, assim como a amizade que foi criada. Hoje me ocupo com outras coisas, além de jogos e diversão com amigos. Sou agora um adulto, com pouco na cabeça, não muito diferente do que existem por aí.Hoje sou um homem, buscando ser, aquilo que tenho o potencial para ser.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Por que as pessoas que fazem coisas erradas, se dão melhor na vida que eu?
Se meu chinelo ficar virado pra baixo, minha mãe morre?
Por que eu não pensei nisso antes?
Por que isso só acontece comigo?

Uma vida ordinária.

Você tem um sonho? Ir pra Disney, comprar um fusca, zerar o SuperMario com 100% sei lá. Eu tenho um: Ter uma vida normal, não medíocre, mas mediana, nada de fama, agito, coisas assim.

Mas, francamente, não acredito que isso seja possível. Quem pode considerar a sua vida normal? Ta, você não aparece na Tv, seu vídeo tem 3 visualizações no youtube, você estuda, trabalha assim como todo mundo. Mas isso está longe de ser “normal”.

Um amigo sempre me dizia: “O que é normal?” (ele dizia isso quando eu dizia que ele não era..)

Algum tempo depois concluí, que eu também não era, e que ninguém que eu conhecia era. Ninguém é normal! Você não é normal! Seu anormal.

Cada um de nós tem seus desafios, lutar contra um câncer, ter tempo para limpar a casa, ou não sei, emagrecer...O meu grande desafio é aceitar algumas coisas que acontecem na minha vida, lê dar com elas. (Na verdade o meu grande desafio é passar o mês com o salário que me pagam...tô indo bem.) E eu não os considero normais.

Nunca terei uma vida ordinária não é possível. Se fosse, seria um tanto sem graça. Se um dia eu conseguir superar esses desafios, e estiver próximo de alcançar meus sonhos, terei o dobro de desafios.

Talvez isso tenha um fim, talvez não, “talvez você se case, talvez não, talvez tenha filhos, talvez não” (já viu “use filtro solar”?).

Mas eu vejo as pessoas de maneira diferente agora, quando se conhece alguém, conhecer de verdade, vai ver como a vida dela está longe de ser normal, e vai se surpreender em descobrir como é parecida com a sua.

“somos iguais

menos normais

a cada manhã”

Goulart Gomes

sábado, 20 de março de 2010

O bambo chinês e eu.

O bambo chinês cresce nos seus primeiros cinco anos , apenas 22 cm. Algo quase insignificante. Porém ao término desse quinto ano, o bambo chega a crescer 25 m de altura!
Quando ouvi isso (do meu chefe em um treinamento..), eu logo fiz uma analogia a minha vida. Eu me me sinto nesses primeiros cinco anos do bambo, um crescimento pífio...Mas, por que o bambo cresce tão pouco nesses primeiros anos, e depois alcança essa altura vertiginosa? Então, essa é a questão. Nesses primeiros anos, o bambo está criando suas raízes, porque ele vai crescer muito, precisa ter raízes fortes.
Estou criando minhas raízes. Vou crescer muito (tipo Eike Batista com seus milhões), terei responsabilidades, terei que tomar decisões, e se minhas raízes não forem fortes, tal crescimento não será possível.
Por isso caro leitor, se você estiver desanimado, desiludido, sem vontade de cantar uma bela canção, lembre-se do bambo chinês. Talvez seja a hora de criar as raízes.
Honestamente, espero que chegue logo o meu 'quinto ano".

terça-feira, 16 de março de 2010

A quem interessar possa.

Acordei como de costume as 6:20 da manhã. Fiz tudo o que faço todos os dias. Exceto pelo meu cartão que não estava no lugar que eu deixei (eu não lembrava o lugar..mas não estava lá). O problema em se perder um ônibus por um minuto de atraso em Maringá, é chegar 40 minutos atrasado no trabalho. Na correria pra pegar o cartão esqueci um documento importante que tinha que levar..lá se foi meu precioso (e curto) horário de almoço. (Murphy...)
Durante o dia, problemas não resolvidos, dores de cabeça, merdas e mais merdas...E o dia não acaba quando se passa o cartão...
A aula de marketing não é ruim..mas eu a considero um mal necessário...não gosto muito dessa coisa de marketing...
Nada melhor pra terminar um dia assim do que pegar um ônibus lotado pra voltar pra casa (dois na verdade).


Mas, apesar de tudo eu não estou odiando o isso...não estou querendo matar o primeiro que me perguntar as horas.
Em uma conversa com um colega de trabalho, comentamos sobre um pai, no Haiti, que pensando estar sozinho em casa, ateou fogo na própria filha. Crianças que tiveram partes do corpo perdidas, e um país que se encontra quase sem esperança.
Como são pequenos meus problemas. Diante de um quadro assim, posso dizer que tive um dia bom.

Uma amiga minha escreveu algo sobre o valor que cada pessoa tem. Ela tem toda a razão. Acredito que são elas que fazem com que nossa vida não seja insuportável, e mais que isso, seja feliz.
Cada pessoa que conheço é melhor que eu alguma coisa (a frase não é minha, mas não lembro de quem é.), e posso aprender com essa pessoa. (Hoje aprendi que se eu apagar metade do endereço nos protetores de links, posso burlar aqueles malditos cadastros. Aprendi com um cara formado em agronomia, e eu com meu hardware e web design...)

Talvez tenhamos aqui uma receita: seus problemas parecem menores, quando olhamos com honestidade, os problemas dos outros.

domingo, 14 de março de 2010

Lonestar-Norah Jones

Lonestar where are you out tonight?
This feeling I'm trying to fight
It's dark and I think that I would give anything
For yout o shine down on me

How far you are I just don't know
The distance I'm willing to go
I pick up a stone that I cast to the sky
Hoping for some kind of sign